Sexta-feira, 18 de Março de 2005

"MERCADO E FORUM"- TRÊS FORMAS DE TEORIA POLÍTICA EM JON ELSTER

POLUTIONa.jpg
<br< Este ensaio de J. Elster, (apesar das sete objecções), está caracterizado em dois elementos chave da concepção deliberativa de democracia, a saber : 1) Esta deliberação política requer que exista uma articulação entre os interesses privados ou auto-interesse dos cidadãos “Mercado”, com o interesse público do “Forum”; e 2) Esta deliberação sob o ponto de vista civico só é defensável com uma decisão política construída ou dirigida para os fins comuns. No entanto, é compreensível que se levantem algumas questões sobre estes argumentos. O que é que, por exemplo, se pode conceber sob este ponto de vista cívico, o bem público? Assim, é, à luz do ponto de vista cívico repúblicano clássico que advem dos gregos(polis) nomeadamente de Platão e Aristóteles acerca do bem comum inculcado pelas tradições, pelos valores e pela virtude, que Elster vai alicerçar a sua teoria. Assim sendo, a qualidade da deliberação política remete indubitavelmente para o retorno dessas tradições clássicas e valores da Grécia Antiga (polis), como o próprio autor enfatiza ao citar Annah Arendt sobre o seu parecer da distinção entre a esfera pública e a esfera privada precisamente na Grécia Antiga (vide, p. 249), não, sem no entanto haver uma objecção de M. I. Finley ao questionar porque é que os atenienses clamavam sempre pelos seus direitos de falarem ou intervirem com propostas na sua Assembleia? Tudo isto se torna polémico e também à luz da nossa democracia, como por exemplo, em todo o nosso pluralismo democrático onde por natureza desta liberdade efectiva existe divergência de opiniões, ipso facto, não existe consenso, ao contrário do que pensa Elster, juntamente com Habermas ao aproximarem-se ambos do tal modelo racional do consenso dirigido pelo discurso e remetido ao interesse público como abertura. Mas como vimos, em democracia e neste liberalismo, assente na sociedade civil actual, os consensos são quase impossíveis. Para concluir, direi que Elster baseia esta sua teoria numa articulação ou normas de cooperação entre teoria económica e normas sociais. E como ele próprio diz, «aceitar normas sociais como mecanismos de motivação não é violar o individualismo metodológico.», mas sendo essas normas sociais instrumentos de optimização individual, colectiva ou genética.

publicado por jmdslb às 20:34
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2 comentários:
De Anónimo a 21 de Março de 2005 às 20:45
Completamente subjugado à filosofia. ;)
Onde andas tu?

Boa semana
BjitosAnjo do Sol
(http://palavrasapenas.weblog.com.pt)
(mailto:anjodosol@sapo.pt)


De Anónimo a 20 de Março de 2005 às 01:03
Ena pá...

Um beijo terno de Fim de Semana, BShellblueshell
(http://blueshell.blogspot.com)
(mailto:sengelo@mail.pt)


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