Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2005

CONCLUSÃO - L' INSTANT DE MA MORT

Elysian-Fields.jpgElysian




Nem felicidade,nem infelicidade.Nem a ausência de temor
e talvez já o passo/não-passo para-além.Sei,imagino que
este sentimento inanalisável mudou o que lhe restava de
existência.Como se a morte fora dele não pudesse doravante
senão embater contra a morte nele.«Estou vivo.Não,estás morto.»
Mais tarde,quando voltou a Paris,encontrou Malraux.Este
contou-lhe que tinha sido feito prisioneiro (sem ter sido
reconhecido),que tinha logrado evadir-se,perdendo embora um
manuscrito.«Não eram senão reflexões sobre a arte,fáceis de
reconstituir,enquanto um manuscrito não o seria.» Com Paulhan
ordenou buscas que não podiam ser senão vãs.

Que importa.Apenas permanece o sentimento de leveza que é a
morte ou,para o dizer mais precisamente,o instante da minha
morte doravante sempre iminente.


MAURICE BLANCHOT (1907-2003)























































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































publicado por jmdslb às 01:29
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6 comentários:
De Anónimo a 11 de Fevereiro de 2005 às 21:17
q se passa..pq insistes tanto na morte??? a morte é uma coisa seria..pensam os vivos....todavia, as caveiras riem..ehehehehehe..vá..up up!paulinha
(http://www.paulinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:lita@hot.com)


De Anónimo a 9 de Fevereiro de 2005 às 10:12
Um pequeno livro que li logo aquando da sua saída para o mercado e que não deixou de me impressionar. Vivi aquele instante da morte com o autor. Estar tão perto dela. Tão dentro dela. Respirá-la já e depois...
Uma passagem, em vida, para um estádio diferente. Em vida, um estádio onde a morte impera. Mas será que sim? E a consciência? E o pensar sobre? E a possibilidade de reflectir e estar para contar?
Sim, mas talvez nem tanto.
Uma obra que recomendo, sem dúvida.

Beijinho :)Sandra
(http://www.void.weblog.com.pt)
(mailto:almeida649@hotmail.com)


De Anónimo a 5 de Fevereiro de 2005 às 22:12
Apenas para deixar um beijo. BSblueshell
(http://blueshell.blogspot.com)
(mailto:sengelo@mail.pt)


De Anónimo a 5 de Fevereiro de 2005 às 22:12
Mas será que está tudo a ver futebol??? WB
whiteball
(http://www.mocho.weblog.com.pt)
(mailto:sengelo@mail.pt)


De Anónimo a 5 de Fevereiro de 2005 às 20:55
A leveza...sempre a Leveza :))) Beijinhosssss!In Perfeita
(http://inperfeicao.blogspot.com/)
(mailto:In_perfeita@hotmail.com)


De Anónimo a 5 de Fevereiro de 2005 às 13:59
É uma experiência quase inenarrável, e tão bem abordada! Um beijo,Miss Kakfa
(http://www.kafkiano.blogspot.com)
(mailto:blogkafkiano@netcabo.pt)


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