Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2004

ENGRENAGENS I

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Olhámos para os heróis e eles querem-no,
observámos o todo, mas não conseguimos
ver a liberdade, a bela madrugada que
tantas doces insónias me inspiram,
ousámos agora queimar o céu com ferro em brasa,mas
ainda sangramos,ainda sangro dos meus olhos
ao olhar este inferno diluviano entre fogo e fumo,
estamos quase a chegar ao alto da montanha que nos divide,
e as nuvens acumulam-se em formas montanhosas,
não há outro remédio senão avançar.
Não me peçam agora uma resposta,
é demasiado tarde para nos inclinarmos perante esse ódio
que destino nos resta ou me resta senão escrever ou morrer?



publicado por jmdslb às 19:55
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5 comentários:
De Anónimo a 15 de Dezembro de 2004 às 21:26
Filósofo querido, há perguntas nesta vida para as quais não conseguiremos encontrar respostas e essas, creio que, sem olhos, boca ou ouvidos serão sentidas e automaticamente assimiladas quando chegar a hora da nossa morte corpórea (assim o acredito); contudo há certas respostas para certas perguntas que só poderás encontrar dentro de ti... a escrita é um excelente descodificador ;) espero que através da tua escrita consigas encontrar todas as respostas que buscas... no teu interior ;)
Um beijinho enorme :*
p.s.: peço desculpa pela minha ausência; por vezes tb tenho dificuldade em aceder aos comentários do teu blog mas julgo ser um problema do sapinho maroto ;)****alexandra
(http://fra-gil.blogspot.com)
(mailto:alexandrantunes20@hotmail.com)


De Anónimo a 14 de Dezembro de 2004 às 21:07
Podes crer amigo,a man never dead,always writer,falando assim na santa língua utilitarista.Dizem alguns que daqui a cinquenta anos é a língua universal...infelizmente tudo leva a crer que sim.Um abraço!!!!!!!!!!!!!!!!!!Joao
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(mailto:JMDslbjoao@sapo.pt)


De Anónimo a 14 de Dezembro de 2004 às 15:23
Um homem nunca morre, escreve, escreve sempre... Gostei.polittikus
(http://polittikus.blogspot.com)
(mailto:pp@sapo.pt)


De Anónimo a 14 de Dezembro de 2004 às 03:10
Pois é Sandra, não é bem uma liberdade impeditiva,mas restritiva no plano puramente formal,uma vez que essa redução é como uma lei ou imperativo categórico coercitivo da razão,da simples razão do eu penso,não cego em si,mas aberto e progectado para a vida,tal não é a clareira que se abre ao ser aí...a via da eficiência da técnica e de todo o utilitarismo que daí adveu conduziu este caos abissal que se encontra hoje o mundo mergulhado sob o domíno unilateral da arrogância e prepotência da potência mundial dos EUA.Estamos sendo governados por um mau governo e por um mentecapto píetista e fundamentalista de uma qualquer seita religiosa que descobriu como SALVAÇÃO...esquecendo o ser aí...da revelação.Joao
</a>
(mailto:JMDslbjoao@sapo.pt)


De Anónimo a 13 de Dezembro de 2004 às 21:26
Resta-nos ou resta-te ficar bem acordados no nosso ser, assistindo calmamente (ou não) à evolução cataclísmica das coisas e sonhando com uma Liberdade ainda não impeditiva das injustiças ou incorrecções, pelas limitações e ganâncias (absurdas) daqueles que se julgam deuses numa Terra de (somente) homens.Sandra
(http://www.void.weblog.com.pt)
(mailto:almeida649@hotmail.com)


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