Quarta-feira, 17 de Novembro de 2004

...

ACERCA DE UMA FILOSOFIA DO SÍMBOLO
EM PAUL RICOEUR
ATRAVÉS DO ESTUDO DE UM TEXTO DE
MIGUEL BAPTISTA PEREIRA

In Revista Filosófica de Coimbra – nº 25[2004]

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INTRODUÇÃO



Em primeiro lugar urge apresentar o filósofo , Paul Ricoeur na sua acção ou no seu importante papel na nossa contemporaneidade cultural,intelectual e filosófica. Profundamente inculcado pela fenomenologia husserliana e preocupado pelo fenómeno humano,o nosso filósofo, segundo as suas palavras reclama-se,a saber;«De uma das correntes da filosofia europeia que se deixa caracterizar por uma certa diversidade de epítetos: filosofia reflexiva, filosofia fenomenológica, filosofia hermenêutica. Quanto ao primeiro vocábulo – reflexividade – salienta-se o movimento pelo qual o espírito humano tenta recobrar o poder de agir, de pensar, de sentir, poder este de algum modo escondido, perdido, nos saberes, nas práticas, nos sentimentos que o exteriorizam em relação a si mesmo.
Jean Nabert é o mestre emblemático deste primeiro ramo da corrente comum.
O segundo vocábulo – fenomenológico - designa a ambição de chegar “às próprias coisas”, isto é, à manifestação do que se revela à experiência mais despojada de todas as construções herdadas da história cultural, filosófica, teológica; esta preocupação ao contrário do que acontece com a corrente reflexiva, leva-nos a salientar a dimensão intencional da vida teórica, prática, estética, etc., e a definir toda a consciência como “consciência de ...”.Husserl continua a ser o herói epónimo desta corrente de pensamento.
Quanto ao terceiro vocábulo – hermenêutica - herdado do método interpretativo inicialmente aplicado aos textos religiosos (exegese), aos textos literários clássicos (filologia) e aos textos jurídicos (jurisprudência), acentua o pluralismo das interpretações relacionadas com o que se pode chamar a leitura da experiência humana. Nesta terceira forma, a filosofia põe em causa a pretensão de qualquer outra filosofia ser despida de pressuposições. Os mestres desta terceira tendência chamam-se Dilthey, Heidegger e Gadamer.»(1)

ALGUMA BIBLIOGRAFIA


DE L'INTERPRÉTATION. ESSAI SUR FREUD (Paris Seuil, 1965)
DU TEXTE À L'ACTION. ESSAIS D'HERMÉNEUTIQUE,II (Paris,Seuil,1986)
LE CONFLIT DES INTERPRÉTATIONS. ESSAIS D'HERMÉNEUTIQUE, I (Paris,Seuil,1969)
LE MAL. UN DÉFI À LA PHILOSOPHIE ET À LA THÉOLOGIE (Genève,Labor et Fides,1986)
PHILOSOPHIE DE LA VOLONTÉ,II. FINITUDE ET CULPABILITÉ,I. L´HOMME FAILIBLE(Paris,Aubier,1960)
PHILOSOPHIE DE LA VOLONTÉ,II. FINITUDE ET CULPABILITÉ,II. LA SYMBOLIQUE DU MAL (Paris,Aubier,1960)
TEORIA DA INTERPRETAÇÃO (Trad. Portuguesa, Lisboa ed 70,1987)



(1)Ricoeur,P.,Changeux,JP.,in “O QUE NOS FAZ PENSAR?”,edições 70, Lda., Lisboa, 2001, pp.10,11.













publicado por jmdslb às 03:00
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