Quinta-feira, 7 de Outubro de 2004

QUEREMOS ESTE HOMEM

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Queremos este homem. Já não à pachorra para aturar este governo. Como dizia
ontem neste espaço,no corolário do post dedicado ao 5 de Outubro de 1910,depois
do 25 de Abril houve muitos oportunistas que aproveitaram o trabalho e o sacrifício
de muita gente de esquerda.Alguns pagaram com a própria vida e estou a lembrar-
me do General Humberto Delgado por exemplo. Ontem nas cerimónias Sampaio diz
que o Estado está "Demasiado vulnerável face aos interesses corporativos e cliente-
lares,as crises ameaçam tornar-se estruturais. Agora é demasiado tarde Senhor
Presidente. Quem o mandou a sufragar este governo no qual ninguém votou?
Como resposta,eis que se instala outra crise criada por um burgesso qualquer ministro
dos assuntos parlamentares Rui Gomes da Silva usando o lápis azul da censura,quem
diria!...nos nossos dias...contra um parceiro do seu partido que nos domingos à noite
debita algumas opiniões na T V I .Falo como já perceberam do prof Marcelo Rebelo de
Sousa. Este chamado pelo patrão da Media Capital,dono da T V I, a uma reunião acabou
por acabar com o programa e ceder às pressões do governo.Governo sem credibilidade
nenhuma uma vez que o seu Primeiro Ministro,Santana Lopes usou e abusou na S I C como opinion maker. Que contraditório tem ele hoje para argumentar? Se num passado bem recente usou e abusou dessas mesmas armas. Imediato e mediático. "Hilariante o ataque do ministro dos Assuntos Parlamentares Gomes da Silva contra o comentador de televisão Marcelo Rebelo de Sousa[...]Quando o governo de Santana Lopes não resiste
a pedir o silenciamento do Prof., é caso para dizer que já perdeu o tino".Foi assim que
Vital Moreira no blog www.causa-justa.blogspot.com, comentou o caso. Enfim parece que
o problema ficará resolvido, já têem o homem escolhido para substituir o Prof., sem
dúvida o melhor jornalista,desculpem...o melhor administrador,chefe, director,ele sabe
lá que mais,para a T V I, o tal Luis Delgado figura parda emergente,mais conhecido pelas
suas posições de Direita e dos mais acérrimos apoiantes de Bush,diga-se de passagem bem lucrativa. TEMOS HOMEM.

publicado por jmdslb às 01:41
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7 comentários:
De Anónimo a 9 de Outubro de 2004 às 14:39
BOM FIM DE SEMANA A TODOS.DIVIRTAM-SE!!!!!!!!!!!!!!Joao
</a>
(mailto:JMDslbjoao@sapo.pt)


De Anónimo a 9 de Outubro de 2004 às 03:32
Caro amigo finalmente vejo que já alcançou na perfeição alguma compreensão sobre a matéria discutida.Quanto à questão da natureza humana as teses aqui discutidas não passam de meras teorias em que cada um tinha as suas razões e objecções.Algumas não passaram de u-topias,princípios de esperanças nunca alcançadas.Veja por exemplo o livro de William Golding "O Deus das Moscas",onde um grupo de crianças naufraga e vão para uma ilha deserta e isolada do mundo,inhabitada.Onde têem que começar pelo zero,pelo princípio básico de tudo,o direito natural.Uma situação ideal para conferir este estado de natureza tão grato a Hobbes e Rousseau.Ideal para experimentar uma organização social fundada na liberdade natural.É inevitável o desfecho trágico devido à ansia de poder ou como Nietzsche lhe chamou a "Vontade de Poder",a profunda desolução sobre os fundamentos antropológicos da violência que esta vontade de poder provoca,o instinto agressivo e selvagem do ser-humano.Perde-se o control racional,é o tal estado da guerra de todos contra todos.A procura de um chefe é inevitável.Essa tese sobre a naturalidade do mal só vem dar razão a T.Hobbes,mormente as teses de Locke e Rousseau serem simpáticas e sérias.Quanto à desconstrução,devo dizer que não é nesse sentido,não é negatividade,mas afirmação e positividade.É no sentido paradoxal do termo, a perfectibilidade sem limites.Não se trata de destruir,mas restabelecer caminhos alternativos ao relativismo céptico quanto ao bem/mal,justo/injusto etc...é o lugar de transcendências relativas a circunscrever.Escreve Derrida, «desconstruir a oposição é primeiro ,num dado momento,destruir a hierarquia».É o tal fundo, prótese ou origem a favor da multiplicidade,a disseminação da língua,«uma multiplicidade irredutível e generativa».Esta desconstrução é uma espécie de novo fundamento,não no sentido negativo,mas no sentido construtivo. Joao
</a>
(mailto:JMDslbjoao@sapo.pt)


De Anónimo a 8 de Outubro de 2004 às 19:12
Parece k estamos a voltar atras no tempo,o k é muito mau...Bom fim de semana,beijos***Monica
(http://wwwmypapermoon.blogspot.com)
(mailto:mnh@sapo.pt)


De Anónimo a 7 de Outubro de 2004 às 11:37
Realmente João , parece que estamos a voltar ao Salazarismo , onde quem diz o que pensa é reprimido! Eu era espectadora assídua do Prof. Marcelo R. de Sousa , e achava sentido nas vários comentários que ele fazia.E como bem afirmaste o "nosso caro 1.º ministro " também já o fez. O orgulho ferido dos políticos acaba por demonstrar toda a prepotência de aqueles que se julgam donos do mundo. é claro que não posso deixar de afirmar que temos neste momento o governo de " Vila Moura - PREENCHIDO POR "TIAS" E "TIOS". É repugnante! beijomonica
(http://mco.blogs.sapo.pt)
(mailto:monicacarvalho1@sapo.pt)


De Anónimo a 7 de Outubro de 2004 às 09:11
Caro João, estou convencido de que o feitiço se virará contra o feiticeiro! O que é preciso é ter calma...Miguel Pinto
(http://olhardomiguel.blogspot.com/)
(mailto:m.p@sapo.pt)


De Anónimo a 7 de Outubro de 2004 às 04:08
Ilustre João, aí está um Autor em que nunca peguei, Locke. Como tal não me vou pronunciar, já que pretender retratar o que se não conhece, apenas serve o propósito da ignorância. É um autor que planeio conhecer no entanto, visto ter na minha estante o “Ensaio Sobre o Entendimento Humano”, que brevemente vou começar a folhear. Só um pequeno reparo – pelo que me diz, a solução de Locke parece-me algo deslocada, visto que a punição é já produto de alguma organização social. Deste modo, não se poderia aplicar no “estado de natureza” - para que aja punição terão que haver determinadas leis e regras já estipuladas… Ora a as descrições de Hobbes e de Rousseau retratam uma fase incivilizada da espécie humana, uma fase primitiva, antropozóica (salvo seja). Lembre-se que para Rousseau, a capacidade de reflexão foi o princípio do descalabro – tal como também na Religião Cristã, a dentada na maçã corresponde à conquista do poder de raciocínio e consequentemente à queda do paraíso. No que me respeita, inclino-me mais para relacionar Locke e Kant, mas no cômputo da problemática do conhecimento, nomeadamente na questão dos princípios puros do entendimento, que haveriam de levar o filósofo Prussiano à teoria do conhecimento transcendental e ao apriorismo. Relativamente à nossa – não gostaria de lhe chamar querela – questão, gostaria antes de mais de lhe comunicar que a palavra dês-construção me mete medo. É que interpretada com alguma sobriedade, leva-me a pensar numa curiosa analogia - destruição que intenta reconstruir pela base dos escombros. À luz das suas palavras, somos todos molingues, daí enxertados na língua, que no entanto representa por sua vez um limite, pois a prova de que é minha enquanto desapropriação, reside precisamente no distanciamento que não permite que conheça em absoluto os seus desígnios – são a melhor prova disso todas as dúvidas, as de hoje e as do porvir, já que a sabedoria é “talvez” um empreendimento a fundo perdido. Daí, levanta-se o problema da socialização e do que fazer com ela, da enformação, da delapidação, do forjar, do entalhar, do encastrar – a configuração de um molde satisfatório. Deste modo, sendo a língua um ponto de origem, fica no entanto sempre aquém e alem dos desígnios da verdade, da hipótese de uma apropriação pelo pensamento? Daí que pensar seja uma prótese que se molda consoante os contornos e os desígnios da herança cultural em que a língua ainda por formar evolve? Mas pergunto eu – e as outras facções? E os outros dizeres na língua? Não podemos também dizer que a língua enquanto prótese é possibilidade ilimitada? Quais as condições da colisão entre limites? Não será o limite dos limites, afirmar com Kant, por exemplo, que a língua, afinal, é nossa? Porque razão não consigo copiar as fotografias no seu blog? Tem algo a ver com esse facto?Pleot
(http://nathum.blogs.sapo.pt)
(mailto:pauloleote@hotmail.com)


De Anónimo a 7 de Outubro de 2004 às 01:49
Pelo menos o gajo é coerente com as suas convicções, não muda consuante a maré...polittikus
(http://polittikus.blogs.sapo.pt)
(mailto:pp@sapo.pt)


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