Quinta-feira, 15 de Julho de 2004

O HOMEM EM ECLIPSE

Peixaria_Portugal.jpg


O homem em eclipse

Ora foi que certo dia
o homem eclipsou-se
a data digam a data
a datazinha faz favor
qual data foi por decreto
que a gente se eclipsou
foi só manobra espertice
um dois três e pronto é noite
que nem a lua apareça
seja de que lado for
Uns seguraram-se logo
eram espertos bem se viu
outros cairam ao mar
com cabeça pernas e tudo
quanto a mim perdi a calma
fiquei desaparafusado
tradição cultura estilo
certeza amigos fatiota
tudo fora do seu sítio
um desaparafuso terrível


Segurem-me camaradas
sinto pernas a boiar
cheiro fantasmas enxofre
estou aqui mas posso voar
o parafuso da língua
vai partido vai saltar
agarrem-me! agarra!
pronto
pari o mais leve que o ar


Mário Cesariny, nobilíssima visão, Colecção Poesia e Verdade, Guimarães & C.ª Editores, 1976


publicado por jmdslb às 02:47
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4 comentários:
De Anónimo a 17 de Julho de 2004 às 14:45
Boas férias boa amiga...jinhos!!!!!!!!!!!!!!!Joao
</a>
(mailto:JMDslbjoao@sapo.pt)


De Anónimo a 16 de Julho de 2004 às 17:05
Estarei ausente durante algum tempo...até lá fica bem! Beijos**MWoman
(http://devaneio.blogs.sapo.pt/)
(mailto:siilvam@hotmail.com)


De Anónimo a 16 de Julho de 2004 às 01:21
O Homem é como a lua,tem várias faces...Abraço amigo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Joao
</a>
(mailto:JMDslbjoao@sapo.pt)


De Anónimo a 15 de Julho de 2004 às 22:23
O Mário era um optimista.
O Homem não se eclisou. Não existe.
Abrações João.LetrasAoAcaso
(http://LetrasAoacaso.weblog.com.pt)
(mailto:manintherisingsun@hotmail.com)


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