Terça-feira, 30 de Março de 2004

AS DIVERSAS FORMAS DO DESESPERO E O SEU PECADO

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O desespero como possível estrutura do sujeito é característica quer de uma ou várias alternativas numa dialéctica de relação do sujeito consigo próprio. Aqui o desespero real é a condição em que o homem é colocado pelo possível que se refere à sua própria interioridade, ao seu eu. Constitui-se assim uma dialéctica entre o desespero real e o virtual, entre um que seja vantajoso e o outro imperfeito. Assiste-se a uma certa ambiguidade do autor na medida em que afirma ; « Assim, há uma infinita vantagem em poder desesperar, e , contudo, o desespero não só é a pior das misérias, como a nossa perdição. Habitualmente a relação do possível com o real apresenta-se de outro modo, porque, se é uma vantagem, por exemplo, poder-se-á ser o que se deseja, maior ainda é sê-lo, isto é, : a passagem do possível ao real é um progresso, uma ascenção. O desespero é a doença mortal, não como conduzir à morte que é mortal em relação ao eu, mas porque é na sua vivência metafísica que leva a morte ao eu : é a tentativa impossível para negar a possibilidade do eu, quer transformando-o auto-suficiente quer destruindo-o na sua essência real. Daí decorre, que « No desespero, o morrer continuamente se transforma em viver. Quem desespera não pode morrer ; "assim como um punhal não serve para matar pensamentos", assim também o desespero, verme mortal, fogo in-extinguível, não devora a eternidade do eu, que é o seu próprio sustentáculo.», quem desespera, quer, no seu desespero, ser ele próprio.Assim desesperar de si próprio é querer, libertar-se de si próprio, tal é a dialéctica de todo o desespero.

publicado por jmdslb às 23:49
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21 comentários:
De Anónimo a 3 de Abril de 2004 às 22:22
desespero, uma das muitas fracções da vida... poderá ser libertador se for enfrentado... :)ApitBull
(http://apitbull.blogs.sapo.pt)
(mailto:ApitBullapitbull@hotmail.com)


De Anónimo a 1 de Abril de 2004 às 00:28
Onde é que eu já te vi?Penelope vale sempre a pena,Adorava que isso fosse o começo de uma grande ODISSEIA(HOMERO).Adorei a visita,Bjs!Joao
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(mailto:JMDslbjoao@sapo.pt)


De Anónimo a 1 de Abril de 2004 às 00:11
Nao sei se vai ou não veler a pena... se a alma não é pequena... http://ferohormonas.blogs.sapo.pt/Penelope
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(mailto:just.for.you@mail.pt)


De Anónimo a 31 de Março de 2004 às 23:21
Para Miguel Pinto,aparece sempre,obrigado.Um abraçãoJoao
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(mailto:JMDslbjoao@sapo.pt)


De Anónimo a 31 de Março de 2004 às 20:14
Continuo a gostar da tua escrita!Miguel Pinto
(http://arcanjo.blogs.sapo.pt)
(mailto:mpinto65@sapo.pt)


De Anónimo a 31 de Março de 2004 às 19:25
Kabecinha Louka olha o desespero.O desesperado sabe a hora da sua libertação.Adorei a tua visita!MUAH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Joao
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(mailto:JMDslbjoao@sapo.pt)


De Anónimo a 31 de Março de 2004 às 18:54
Aí grande osorito tunado!Pensava que já estavas em Espanha!Mas bom golpe de vista,cada um tem o seu modo de encontrar o desespero,eu encontrei a minha.abração e boa viagem para Valência não te esqueças do torron de alicante e almendra e folla una chica guapíssima y loka qui tenga rollo.Adios!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Joao
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(mailto:JMDslbjoao@sapo.pt)


De Anónimo a 31 de Março de 2004 às 18:34
Tás no Top sempre na maior!Tá fixe entra sempre assim,gostei da tua visita aqui à caverna do desespero platónico.Abração!!!!!!!!!!!!!!!Joao
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(mailto:JMDslbjoao@sapo.pt)


De Anónimo a 31 de Março de 2004 às 18:26
Para Analfabeto!Tens razão em certo ponto,pois tás nomeadamente a pensar como senso comum.Quem é que desespera ou deseja desesperar como forma de libertação? A cena lúdica tá precisamente aí,o jogo é o desafio que ele próprio protagoniza no puro autonomismo contra a multidão,contra à razão e os grandes sistemas.No caso preciso contra Hegel e a sua dialéctica.Um abração!!!!!!!!!!!!!!Joao
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De Anónimo a 31 de Março de 2004 às 18:23
Oi winduh!!!
Desesperuh...
K tema...
Eu odeio desesperuh, naum gotuh nada de ver alguem desesperado...
É horrivel...
Xau jks muiiiiiiiiiitu gandes *muuuuuuuuuuah*malukita
(http://eskesito.blogs.sapo.pt)
(mailto:gc@j.pt)


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